Muitas dúvidas giram em torno desta temática, algumas jamais serão esclarecidas.
Todavia, graças aos avanços científicos, é possível desenvolver um pensamento
unificando as novas descobertas da paleontologia moderna e a Bíblia Sagrada.
É claro que algumas dúvidas do homem não podem ser respondidas pela Palavra
de Deus, pois algumas coisas Deus ocultou de nós. Inúmeras vezes me perguntaram
se os dinossauros existiram, sempre tive a convicção que sim. Alguém costumava
dizer no púlpito da pequena igrejinha que: “aqueles ossos é invenção dos homens,
eles querem confundir a nossa fé!” Será mesmo?
A História Antiga afirma que os dinossauros dominaram a fauna terrestre há 225
milhões de anos atrás. Subitamente, eles desapareceram da face da terra há 65
milhões de anos. Algumas teorias afirmam que seu desaparecimento ocorreu em
conseqüência do impacto de um grande asteróide que colidiu com a Terra,
levantando poeira suficiente na atmosfera para impedir a que luz solar alcançasse
a superfície do planeta. Conseqüentemente, muitas espécies teriam morrido, pois
os vegetais precisam da luz do sol para fazer a fotossíntese, a destruição imediata
da flora acarretou na extinção em massa dos dinossauros, pois a grande maioria era vegetariana. E com a mortandade das espécies vegetarianas, os carnívoros também
acabaram perecendo por falta de alimento. Essa é a mais famosa explicação
evolucionista para a extinção em massa dos dinossauros.
Tema polêmico no âmbito cristão, dividindo opiniões entre os neófitos e
descontextualizados, os dinossauros não põem em dúvida a veracidade bíblica,
pelo contrário, em conformidade com as descobertas de fósseis pela paleontologia,
sua existência e extinção reforçam a doutrina criacionista ensinada pela Bíblia que os dinossauros foram feitos junto com os animais terrestres no quinto e sexto dia,
conforme Gênesis 1.20-25,31. Eis o texto:
20 E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.21 E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.22 E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.24 E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.25 E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
Contrariando a paleontologia, os grandes lagartos conviveram com os primeiros
homens harmoniosamente, pois segundo o livro do Gênesis, todos os seres vivos
eram vegetarianos, não cabia na criação divina a ordem presa e predador. Uma
realidade muito distante daquela que os filmes hollywoodianos apresentam no cinema, dinossauros carnívoros monstruosos devorando outros répteis e até homens primitivos.
Segundo publicação da Sociedade Zoológica de Londres, o artigo
Allometric equantions for predicting body of dinosaurs, publicado no Jounal of
Zoology, a tese defende que o modelo estatístico usado há mais de 25 anos pelos paleontólogos apresenta falhas graves em sua metodologia, ou seja, os dinossauros
não eram tão grandes como a ciência apresenta.
Gary Packard, um dos mestres da Universidade do Estado de Colorado, nos
Estados Unidos, diz que alguns dinossauros podem ter tido menos da metade
do peso corporal do que anteriormente se pensava.
A teoria evolucionista afirmava que a espécie Apatosauruslouisae, pesava 38
toneladas, porém com as novas descobertas essa afirmação foi taxada como
errônea, a espécie na realidade pesaria apenas 18 toneladas, um pouco menos da
metade do peso.
Diante destes novos fatos científicos, renomados teólogos tradicionais e
pentecostais asseguram que homens e répteis foram contemporâneos, num
período conhecido como Pré-história bíblica, referente aos capítulos 1-11 de Gênesis.
Quanto a sua extinção em massa, supostamente milhões de anos antes da existência
do homem, a hamartiologia, a doutrina teológica do Pecado, assegura que os
dinossauros não poderiam ter morrido antes da queda de Adão, pois o salário do
pecado é a morte. Então, como explicar a extinção massiva dos dinossauros milhões
de anos antes da queda adâmica, visto que não havia morte antes da queda?
Os dinossauros, como os répteis modernos, crescem por toda a vida. Ou seja,
enquanto eles vivem, eles crescem. Não existe neles nenhum mecanismo genético
que os condiciona a crescer até certa idade, como no homem que cresce até seus
21 anos. Portanto, só os dinossauros mais velhos possuíam um tamanho maior.
Os mais jovens eram pequenos, muitos chegando a ter o tamanho de uma ovelha.
É razoável crer que Noé tomou somente dinossauros pequenos na Arca, para dar
mais espaço aos outros animais. Aqueles que estavam fora da Arca pereceram nas
águas e muitos dos seus fósseis permanecem hoje. Como o clima pós-diluviano
havia mudado e havia falta de comida, doenças e outros fatores adversos, muitos
animais se tornaram extintos. Os dinossauros como outras criaturas, morreram.
A Bíblia não apresenta a palavra DINOSSAURO, este termo foi inventado pelo
britânico Richard Owen, em 1841. A nova terminologia era uma tentativa de
descrever os grandes animais do passado, oriundo do grego “terrível lagarto”.
O hebraico bíblico apresenta a palavra “tanniyn” um termo para descrever monstros marinhos. Em Gênesis 1.21 os tradutores utilizaram o termo baleias, mas noutras
passagem é traduzido como dragão como Salmos 73.13; Isaías 27.1, 35.7,
43,20, 50.19; Jeremias 9.11, 10.22, 14.6, 49.33, 51.37.
Leia os versículos abaixo:
(a) “E eu farei Jerusalém, um monte de pedras e morada de dragões[tanniyn]” (Jer 9.11).(b) “Irmão me fiz dos dragões [tanniyn], e companheiro dos avestruzes.” (Jó 30.29).(c) “Tu dividiste o mar pela tua força; esmigalhaste a cabeça dosmonstros marinhos [tanniyn] sobre as águas.” (Salmo 74.13)(d) “Louvai ao Senhor desde a terra, vós, monstros marinhos [tanniyn] e todos os abismos.” (Salmo 148.7)(e) “As hienas uivarão nos seus castelos, e os dragões [tanniyn] nos seus palácios de prazer; bem perto está o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.” (Is 13.22.)
No livro de Jó, o mais antigo escrito sagrado, dois animais se assemelham a esses terríveis lagartos:
(a) O Leviatã: “Poderás tirar com anzol o leviatã… os seus espirros fazem resplandecer a luz… da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. Dos seus narizes procede fumaça…o seu hálito faz acender carvões, e da sua boca sai uma chama” (Jó 41.1-34). Alguns argumentam que estas passagens devem ser interpretadas figuradamente, mas isto parece inaceitável, porque Deus menciona vários animais reais para Jó no capítulo 39 (leões, cabras monteses, corça, jumento selvagem, boi selvagem, avestruz, cegonha, cavalo, gafanhoto, falcão e águia). Se o Leviatã deve ser interpretado figuradamente, então porque não interpretar os outros animais figuradamente?
(b) O Beemote: “Contemplas o Beemote que eu fiz contigo, que come erva como o boi…move sua cauda como o cedro, seus ossos são como tubos de bronze…eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até sua boca” (Jó 40.15-24). Será que o Beemote seria o maior animal que Deus criou? Jó 40.19 diz que ele ocupa o primeiro lugar entre as obras de Deus. Muitos comentadores dizem que o Beemote era um elefante ou um hipopótamo. Mas o hipopótamo e o elefante não eram as maiores criaturas terrestres. Esta interpretação não faz sentido, pois as caudas do elefante e do hipopótamo não são como o cedro, ambas são pequenas em proporção a massa corporal dos animais.
Até a próxima!
